1. 09/05/07
Renato: 'Esse juiz é uma m...'
Autor de dois gols, camisa 11 reclama da atuação do árbitro argentino no Maracanã
Márcio Iannacca - Do GLOBOESPORTE.COM, no Rio de Janeiro
O meia Renato, autor de dois gols na vitória do Flamengo por 2 a 0 sobre o Defensor, do Uruguai, pela Taça Libertadores, reclamou da atuação do árbitro argentino Héctor Baldassi. De acordo com o jogador, o juiz deixou de marcar algumas faltas e foi conivente com os atletas do time uruguaio, que retardavam o jogo a todo momento.No fim da partida, Renato correu em direção ao árbitro para reclamar de sua atuação. Contido pelos companheiros, o jogador desabafou:
- O time ficou 90 minutos em cima deles. Jogamos em cima e o nosso time se arriscou o tempo todo. O juiz amarrou o jogo. Esse juiz é uma m... - esbraveja Renato.
2. 10/05/2007 -
Resultado serve para o Boca, diz Kléber
Dirigente xinga árbitro e diz que vai perseguir o argentino até o fim de sua vida
Márcio Iannacca - Do GLOBOESPORTE.COM, no Rio de Janeiro
O vice-presidente de futebol do Flamengo, Kléber Leite, estava revoltado com a atuação do árbitro argentino Héctor Baldassi. O dirigente insinuou que o juiz conduziu a partida para que o Rubro-negro fosse eliminado e, no futuro, não cruzasse com o Boca Juniors. As duas equipes poderiam se enfrentar na semifinal da Taça Libertadores.
- Não sei se vai valer alguma coisa, mas quero que todos saibam o que esse juiz fez aqui. Ele é um ladrão, safado. O Boca Juniors tinha interesse nessa partida. Tenho um bom relacionamento com o pessoal da Conmebol e vamos fazer uma reclamação por escrito - diz Kléber.
O dirigente foi além e afirmou que vai perseguir Baldassi pelo resto da vida.
- Ele vai me aturar pelo resto de sua vida. Ele ganhou um inimigo na vida. Vou atrás dele até o fim - ameaça o dirigente rubro-negro.
3. "Nós fomos vítimas de um ladravaz"
A frase é de Kléber Leite, vice-presidente do Flamengo, em entrevista também a Juca Kfouri. Ele se refere ao árbitro argentino da partida entre Flamengo e Defensor, pelas oitavas de final da Copa Libertadores. "Eu não tenho dúvida de que esse árbitro argentino veio ao Rio de Janeiro para armar o resultado"..."e beneficiar o Boca Juniors".Kléber afirma que o juíz fez o resultado do jogo e não admite a possibilidade de simples erros. Segundo ele, "há erros e erros, como o da nossa bandeirinha belíssima que se equivocou em dois lances dificílimos. Há outros que se equivocam também, até porque com essa tecnologia de hoje fica difícil competir".
26 de fevereiro de 2008
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10 comentários:
Mestre Molica, perfeita a pesquisa. Mas cá entre nós... será que vale a pena desafinar o coro dos contentes, dessa turma que consegue brigar até contra o óbvio ululante? Coleguinhas rubro-negros repetem à exaustão coisas que brigam com a lógica, e, como naquele método que deu certo durante boa parte da Segunda Guerra, a falta de lógica (ou a mentira) acaba virando uma verdade. Bem, acho que eu mesmo respondo à pergunta lá de cima: vale a pena brigar contra o monopólio da distorção sim. No mínimo a gente faz a nossa parte. É uma guerra de guerrilha - e vai que um dia dá certo e a gente volta a ter um futebol como nos velhos tempos, e não essa enganação que temos visto por aí.
O que me assusta é o tom de unanimidade, já detectado por um amigo tricolor. Fico com medo dessas avalanches, manifestações de pensamento único: principalmente quando isso é puxado pelos que formam a maioria. Maioria na torcida, maioria também entre os nossos queridos coleguinhas. Acho que isso também tem colaborado para a diminuição da presença das outras torcidas no Maracanã. Assim, no olhômetro, detecto que o predomínio de torcedores rubro-negros em clássicos não era tão gritante. Conheço muita gente que não vai ao Maraca em jogos contra o Flamengo. Não vai por medo - não da derrota, mas por medo de sofrer agressões. Claro que a violência não é privilégio dos rubro-negros - o grau de idiotice das outras organizadas é o mesmo. Mas todos começam a temer a imensa maioria, que cada vez mais se fortalece e se torna hegemônica. É preciso ter cuidado ao se encher a bola de uma torcida, de qualquer torcida. Acho que precisamos defender a diversidade no futebol carioca. Pra começar, a Federação poderia convidar árbitros de fora do Rio para as finais do Carioca.
Ô Molica, pode dizer que o tricolor sou eu! rs
O Marcelo, o tal amigo tricolor, é o Moutinho...
Mestre Molica, permita-me voltar ao assunto, porque você tocou num ponto que é emblemático, e não só no caso do futebol (e tudo o que dele decorre) que se pratica no Rio: a assustadora avalanche de manifestações do pensamento único. Há uma palavrinha que bem define isso, mas vamos deixá-la só subtendendida aqui. E tratar apenas do seu emprego no futebol. Na França, esse fenômeno (lá, no caso, editorial)foi batizado de "novos cães de guerra". Cito Luiz Nacif: "A montagem de grupos de autopromoção, com um exercício tão ostensivo de agressividade gratuita (contra os de fora) e de lisonja (para os poderosos), de autopromoção escandalosa (...)". Dessa maneira, criticar vira "choro de perdedor"; desafinar o coro dos contentes é sinal de derrotismo. Amplie isso para a política, a cultura, a economia - e teremos uma boa explicação para os tempos escrotos que vivemos, sob o monopólio do pensamento direitista (no sentido do que de mais abjeto isso possa representar). Ao menor sinal de discordância, de tentativa de ver o outro lado de determinados fatos, os cães de guarda do pensamento único caem em cima dos discordantes. E os cães de guarda ficam a martelar sofismas como mantras, de uma forma tão intensa que - como ensina aquela palavrinha que está aqui subentendida, e que fez muito sucesso até boa parte da Segunda Guerra - tais sofismas, inverdades e inversões acabam aparecendo ser verdadeiros. Nós que conhecemos por dentro o poder da informação não podemos aceitar isso. Viva o choro, viva a indignação. Ah, e foi roubado sim.
Perdão. Luis Nassif. Registre-se a correção.
Molica, prazer escrever pra você aqui. Eu, rubro-negro, creio que o Flamengo perdeu o jogo em Montevidéu. Assisti na TV a patética apresentação do meu time contra o Defensor, que com um grupo horroroso em campo, dobrou e pôs no bolso o Flamengo.
Como bom torcedor, fui ao maraca torcer pela virada. E de todas as vezes que estive no maior do mundo, nunca vi um homem com um apito fazer tanta diferença e campo como o tal argentino. Sem o chororô do Renato atômico e do Kleber Leite. Perdemos a vaga pela incompetência fora de casa.
Mas, no jogo do maraca, quem mandou foi o homem de preto.
Abraços.
Caríssimo Tartaglia: a tal palavrinha seria aquela que começa com "f"? Aquela que tem origem semântica em feixe de varas? E que batizou um movimento político que prega uma lógica de superioridade, de união absoluta, que rejeita o que lhe é estranho? Que classifica de fracos os que não compactuam com seus valores/crenças? Pois. Concordo, ainda que - tenho certeza - isso não esteja sendo gerado de maneira consciente, pensada. Mas acho que é preciso se pensar um pouco neste ôba-ôba. O Moutinho fez ontem, no blog do Marceu, uma boa reflexão sobre isso. Insisto: é preocupante o número de torcedores que evita ir ao Maraca em dias de jogos do Flamengo.
O prazer é meu, Diego. Não vi o jogo contra o time uruguaio, mas não duvido que o tal juiz tenha roubado o Flamengo. Só fiz o post/provocação pra frisar que rubro-negros também reclamam de juiz, também recorrem ao tal do chororô. Reclamar da arbitragem faz parte do futebol, a chiadeira de hoje pode dificultar a roubalheira de amanhã.
Mas estamos também reclamando - eu, o Tartaglia, o Moutinho - de um rolo compressor que procura impedir o direito de reclamar, que apela pro constrangimento e, pior, procura desqualificar argumentos. Enfim, o importante é manter viva a possibilidade do diálogo e da reclamação. Apareça, abraços.
Tá na hora dessa moçada alvinegra de valor enxugar as lágrimas e dar a volta por cima. Parar com essa bobagem religiosa de achar que ser botafoguense é uma missão na terra contra a injustiça e opressão da maioria.
O Botafogo tem a missão de jogar futebol, ganhar, perder, encantar, frustrar. Sacanear quando vence e ser sacaneado quando perde. É essa a essência dessa bobagem seríissima que é o futebol. É por isso que o Flamengo tem mais torcedores. Eles se divertem mais com o jogo, ganham mais e sofrem menos.
Só essa Taça GB que voces tanto choram foram 18 para a Gávea.
Vão namorar suas costelas e parar de chorar no ombro um dos outros.
"E ninguém cala, esse chororô, chora o presidente, chora o time todo, chora o torcedor"!
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